Se você pensa demais, você não vive…

Se você pensa demais, você não vive…

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Quantas vezes abrimos mão de viver alguém ou algum momento importante pra nós porque pensamos demais?

Por tudo que sei, olhando pra mim e para boa parte das pessoas que conheço, cheguei à conclusão de que quase sempre fazemos isso. Talvez seja uma característica inerente ao ser humano. Até eu, com toda a coragem que sempre tive, já fiz.

Tudo aquilo que se apresenta pela primeira vez, trazendo sensações desconhecidas, quebrando as idéias pré-concebidas que temos a respeito do mundo ou do que projetamos para nós mesmos, mexe conosco a tal ponto, que gera uma incontrolável vontade de viver. E neste ponto, temos duas opções, ou vamos de forma desprendida viver e danem-se os motivos pelos quais poderíamos abrir mão, ou tentamos fugir da situação em si.

Porém, não adianta nada dizer não, fugir, ou simplesmente fingir que aquilo não existe, seja por qual for o motivo, porque se dentro de nós, há a vontade ou o desejo de experimentar, talvez até de continuar a experiência, cedo ou tarde, ela se tornará realidade. Assim, para resolver algo, precisamos unificar nosso desejo com nossa atitude. Enquanto houver uma linha que separa o desejo da atitude, haverá dor, frustração ou insatisfação.

Eu não acredito em céu e inferno dentro dos conceitos apresentados por diferentes religiões. Acredito que céu é um estado de espírito que nos conecta a sentimentos de paz, alegria e amor, trazendo aquelas sensações que cutucam nosso coração e simplesmente nos fazem sorrir. E inferno é outro estado de espírito, que se configura como a ausência desses sentimentos, transformando-se no eterno pensar e no eterno questionamento que sempre nos coloca em contato com as mesmas coisas: “O que vão pensar se…?”, “E se…?” e por aí vai, e cujo ponto de chegada é o medo. O medo traz com ele a negação da alegria, pois nos impossibilita de viver o que de fato queremos.

Aprender a equilibrar esses dois estados de espírito talvez seja a maior prova que enfrentamos desde que nascemos, pois é onde reside a escolha que temos a fazer todos os dias, entre o amor (céu) e o medo (inferno). Dentro de nós, ambos têm a mesma força primordial que trouxemos ao nascer. E vamos reforçando um ou outro à medida que interagimos com as pessoas, e permitimos a elas que despertem nosso melhor ou nosso pior lado. Não conheço nenhuma relação que não tenha tido uma boa dose de inferno antes que o potencial de céu despontasse no horizonte.

As relações independem do rótulo que tenham: amizade, paquera, namoro, sexo etc. Nós é que fazemos um belo mix, muitas vezes agredindo o outro, pra tornar mais fácil a nossa própria aceitação daquilo que vivemos… rs. Em termos de energia, não há linhas coloridas que determinam que uma relação é de um tipo e outra de outro tipo. Relação é uma coisa só. Ou ela é verdadeira ou não é. É simples assim! Nossa necessidade mental de segurança aliada ao nosso medo de sofrer, é que complica tudo. E é por isso que se pensamos demais, não vivemos, porque desperta nosso medo da entrega.

“QUANDO VOCÊ JURA O SEU AMOR MAIS SUBLIME,

ENFRENTA O SEU MAIOR MEDO.”

[Neale Donald Walsch]

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