Relacionamentos nos aprimoram e revelam quem somos
Vivemos num universo que tem como base a liberdade… a liberdade para cada um escolher onde quer colocar a atenção e, consequentemente, viver a experiência imaginada e/ou projetada. Através de todas as interações que temos com outras pessoas, seja na amizade, nos relacionamentos afetivos homem-mulher, na família, no trabalho, continuamente aprimoramos quem na verdade somos. Mais do que espelhos uns dos outros, somos todos parte de um mesmo mecanismo, seja qual for o nome a ele dado (malha, energia, universo etc. etc. etc.). E este mecanismo nos apresenta full time quem somos de verdade, e somos quem queremos ser, por meio de nossas interações com todos os seres vivos existentes no planeta, físicos e não-físicos, e das escolhas que fazemos ao focar nossa percepção em um lugar ou em outro.
Não respondemos às escolhas de qualquer ser vivo ou não-vivo, respondemos sim as nossas percepções com relação às escolhas que esses mesmos seres fazem.
Muitas pessoas me perguntam com frequência “como faço pra tal pessoa olhar pra mim, ficar comigo?” e eu sempre respondo: “nada, porque você não pode fazer algo que interfira nas escolhas do outro, se ele não estiver na mesma sintonia que você. E na mesma sintonia, não há a necessidade de querer mudar alguém ou uma situação que para você está nas mãos desse alguém.”
Nosso universo tem uma série de leis, das quais duas são absolutamente básicas e infalíveis: a primeira é a lei da causa e efeito, ou lei do retorno, que todos definem como “aqui se faz, aqui se paga”, mas creio que vai um pouco além disso. Você paga se, de acordo com sua percepção de uma determinada situação, você acredita que uma atitude está errada e a comete mesmo assim. Se você não acredita que está errado ou simplesmente age no “botão automático”, não haverá um retorno do tipo “olho por olho, dente por dente”. Nosso aprendizado (ou consciência) a respeito da lei do retorno acontecerá na área que é a mais importante para nós, onde realmente criará um questionamento que levará à consciência do processo e ao que aprendemos em nossa vida. E o objetivo é somente um, entendermos que para cada ação, existe uma reação em igual ou maior proporção. Isso acontece porque nosso mundo é um mundo de polaridades. Então para que tudo exista é necessário uma força contrária, que torna possível a matéria existir. Nos planos superiores de energia (mundos de luz para muitas religiões) não existe certo ou errado, bonito ou feio, bom ou mau, existe sim manifestações ou ângulos diferentes de uma mesma situação e energias que se completam sem se polarizarem.
A segunda lei básica é a lei da atração, que atrai pra nossa vida aquilo em que colocamos nossa atenção. E como a maioria dos seres humanos faz suas escolhas tendo como base em vez do amor o medo, criou-se a manifestação do “você será invariavelmente atraído para aquilo de que tem mais medo”. Todos os povos da antiguidade sempre postularam isso… os Kahunas (sacerdotes primordiais do Hawaí), os egípcios, e até mesmo os judeus, na Cabala, entre muitos outros. Mestre é aquele que obteve a maestria sobre si mesmo.
Todos queremos um parceiro ou companheiro para dividir as alegrias, as angústias; alguns assumem isso de maneira consciente, outros de maneira inconsciente. Mas todos buscam esses ser imaginário, que nas nossas fantasias se transformam em parceiro ideal. Essa vontade nós trazemos em nossa alma quando nascemos, porque há dentro de nós um vazio, onde outrora houve energia pulsante que nos preenchia, no momento em que ainda não havíamos nascido na carne.
Algumas pessoas passam a vida buscando o encantamento mágico nas relações e não conseguem de fato assumir uma relação afetiva verdadeira com ninguém, sempre vindo e indo, procurando, procurando e procurando… Quem?? Elas mesmas, o amor dentro de si. E a relação afetiva verdadeira é aquela em que o outro sabe quais são os nossos defeitos e fraquezas e mesmo assim nos aceita e nos ama. Mas é como bem disse Cazuza, “Quem não sabe amar fica procurando alguém que caiba em seu sonho”.







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